Entre Croquis e Retalhos: Vivências proporcionadas por uma oficina de Figurino Cênico na Escola Estadual Profª. Dilma Souza Catete – Por Maria Luísa Rodrigues

27/03/2026

Tribuna do Cretino - Vol.02 - Nº02 - 2026 / ISSN 3086-1179

Maria Luísa Rodrigues[1]

O Esboço (ou o começo da jornada)

Iniciei no PIBID – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência em fevereiro, após quatro semestres recebendo apenas conhecimentos teóricos sobre como é estar em uma sala de aula (ou sobre como deveríamos lidar com o ambiente escolar). O choque de realidade foi o motor responsável por trazer diversas ideias em minha mente, ainda mais depois da ideia conversada com a professora Cleice Maciel, que supervisiona os bolsistas do PIBID Teatro.

"E se vocês fizessem pequenas oficinas?", ela sugeriu. Havia milhares de tópicos do teatro que pensei em abordar, caso fizesse uma aula-oficina. Cogitei trabalhar jogos teatrais, palhaçaria ou construção de cenas. No entanto, a carga horária de Artes não era suficiente para oficinas mais longas. Logo, algumas ideias foram descartadas.

Após a proposta de cada bolsista construir uma oficina, dialogamos sobre os conteúdos que nossa supervisora trabalharia em sala. Para uma grande parte das turmas, o enfoque seria na área das Artes Visuais: pintura, desenhos, uso das cores. Foi então que lembrei: há visualidades no teatro.

Quando me tornei bolsista, eu estava na reta final do quarto semestre. Das cinco disciplinas que tivemos, apenas uma trazia o enfoque maior na visualidade e nas práticas de desenho: Traje Cênico, a disciplina ministrada pelo professor Francisco Edilberto Moreira (ou também conhecido como Beto Benone).

A proposta de avaliação final na matéria consistia na criação de figurinos. Desde o croqui até a confecção. Relembrando a trajetória da disciplina, notei que o desenvolvimento de croquis poderia ser trabalhado em sala de aula. A ideia de criar uma roupa para um personagem, baseando-se na personalidade que ele apresenta, é instigante.

Apesar de, na faculdade, o trabalho ter sido feito coletivamente, cada aluno tinha um processo criativo diferente. O princípio de incentivar a expressão artística e individual de cada discente me motivou a seguir com o tema da minha oficina. Eu iria dar aula de Figurino Cênico.

Refinando o traço (Metodologia)

Com a ideia em mãos, comecei a pensar em outro aspecto: a metodologia. A oficina seria realizada em turmas de sexto ano, para crianças com idades entre os 10 e 11 anos. De acordo com a abordagem do Construtivismo, elaborada por Piaget, alunos dessa faixa etária estariam passando pelo estágio Operatório Concreto da aprendizagem. Durante esse período, a criança inicia o desenvolvimento de seu raciocínio lógico, organizando seus pensamentos e superando o egocentrismo para pensar sobre o meio social no qual está inserida.

Tendo em vista o fato de um senso de moralidade estar em construção, considerei criar uma atividade para explorar esse lado. Para isso, trago exemplos de artes que os discentes costumam consumir.

Em mídias como animes, filmes e desenhos animados, há sempre uma figura que antagoniza a vivência e as opiniões do protagonista. Algumas vezes, o antagonista pode utilizar de sua crueldade para isso. O arquétipo de um personagem cruel que rivaliza com o protagonista é conhecido como "vilão" e, em sua visualidade, costuma adotar uma estética diferenciada.

Roupas escuras, silhuetas fortes e traços que exalam poder (ou a busca por ele): essas são características comumente associadas a vilões. Sendo assim, a ideia da atividade consistia em incentivar as crianças a criarem seus próprios vilões. Com direito a figurinos bem trabalhados e detalhes que poderiam acrescentar na história do personagem.

Para explicar a relação entre o figurino e as vivências do personagem, pensei em dois métodos: o diálogo e a exemplificação. A proposta do diálogo surge devido à troca de conhecimentos que ocorre durante a relação entre discente e docente.

Assim como eu, enquanto professora, desejo partilhar meu conhecimento com os alunos, eles também possuem sua bagagem. Os alunos constroem constantemente seus interesses, especialmente se forem pré-adolescentes que acabaram de entrar no sexto ano. Em Pedagogia do Oprimido, Freire (1987) apresenta o conceito de "educação bancária". O termo surge para descrever uma educação passiva, onde o aluno apenas recebe informações, sem questionar. Como se o discente fosse um receptáculo vazio, sem ideias, opiniões e vontade própria. A educação bancária, descrita por Freire, fortalece o ideal reproduzido no modelo de escola tradicional, onde o professor ocupa um cargo de "autoridade suprema". Como professora de Artes, afirmo que essa hierarquia não me interessa.

A arte é uma expressão humana, criada por meio da relação entre a subjetividade interior do artista e o mundo externo. Durante todo o curso de Licenciatura em Teatro, aprendi que o fazer artístico é resultado do convívio, da troca. Dubatti menciona a convivência como elemento fundamental para se fazer Teatro, visto que é uma arte sobre encontros. Deste modo, deve-se frisar que não dá para ensinar Teatro sem troca. Sem conversas ou diálogos.

A base do inevitável do acontecimento teatral está no termo "convívio". O convívio é a reunião de corpo presente, territorial, geográfica, em um cruzamento do tempo e do espaço da cultura vivente, na qual não se podem subtrair os corpos. [...] O teatro é uma reunião de corpos. O convívio reenvia a uma escala ancestral do homem, pois o convívio nasceu na primeira vez que dois homens se encontraram. Vamos até as origens míticas da humanidade: Adão e Eva, ou o bando de animais ou o bebê no ventre materno. Sem convívio, não existe teatro. (DUBATTI in CARREIRA et al., 2012, p. 22).

Diante das reflexões apresentadas, revelarei, então, a estrutura utilizada em meu plano de aula. Antes, é importante ressaltar que a carga horária de uma aula de Artes era a de cinquenta minutos. Logo, a explicação deveria ser a mais prática possível para que as crianças pudessem se concentrar na atividade prática.

Assim que a aula começasse, a introdução seria feita através do diálogo. A estratégia era a de perguntar para as crianças o que eles entendiam por "figurino", dando espaço para que os alunos pudessem se expressar da maneira que achassem melhor.

Logo em seguida, eu partiria para a explicação. Minha aula contava com um slide, onde resumi a importância de um figurino para o personagem que o veste. Na apresentação, mencionei três tópicos nos quais um figurino pode revelar sobre um personagem: Classe social; Personalidade (expansiva ou quieta); Antagonismo.

Para facilitar o entendimento dos alunos, trouxe referências de mídias que eles consomem, como, por exemplo, o anime Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer, em inglês). Os personagens Tokito e Rengoku possuem personalidades distintas e, em suas caracterizações, há elementos que referenciam suas naturezas. Os tons quentes que colorem Rengoku demonstram seu caráter extrovertido e expansivo.

Fig. 01 – Fonte: PowerPoint da autora
Fig. 01 – Fonte: PowerPoint da autora

Admito que trouxe os exemplos de Demon Slayer para que eles (também) se interessassem no conteúdo ministrado. A ideia principal era a de fazer uma aula na qual eles gostassem e tivessem liberdade para colocar resquícios da imaginação deles em uma folha de papel. Adianto que funcionou, porém, dissertarei melhor na seção de resultados.

E então, após o slide, eu passaria a atividade. Para poupar tempo, alguns modelos de desenho foram impressos para que eles pudessem desenhar em cima. A dinâmica seria realizada em grupos, para incentivar a comunicação e o senso de coletividade dos alunos.

Colorindo (ou os resultados da prática)

Na escola frequentada pelos bolsistas do PIBID Teatro, o sexto ano é dividido em três turmas. As aulas ocorrem de maneira integral, tanto de manhã quanto à tarde. Sendo assim, a divisão dos dias onde a aula-oficina de Figurino Cênico foi: 11/03/2026 – 602, à tarde; 12/03/2026 – 601, à tarde; 17/03/2026 – 603, de manhã.

A mesma estrutura de aula e a mesma atividade foram passadas para três turmas diferentes. Como primeiro resultado observado, há a recepção das turmas. Apesar de todos estarem na mesma faixa etária, cada turma se comportou e adequou a dinâmica passada de uma forma diferente.

Fig. 02 – Fonte: Foto tirada pela bolsista Shislene Alves
Fig. 02 – Fonte: Foto tirada pela bolsista Shislene Alves

No dia 11, era a primeira vez que eu entrava em uma escola para dar aula. O nervosismo era quase palpável, porém, a turma conseguiu compreender. Os figurinos montados pelos alunos da 602 possuíam referências explícitas a personagens de anime e de jogos, como os da franquia Poppy Playtime.

Cores quentes contrastavam com as escuras, o arquétipo de bobo-da-corte era frequentemente utilizado pelos garotos, graças ao antagonista Protótipo (ou Experimento 1006), revelado no quinto capítulo de Poppy.

Já a 601, turma em que dei aula no dia 12, também estava bem empenhada. Os figurinos desenhados por eles eram mais detalhados, feitos principalmente em cores frias. Havia desenhos absurdamente lindos em ambas as turmas. 

Fig. 03 – Fonte: fotografia tirada pela autora
Fig. 03 – Fonte: fotografia tirada pela autora

Recortes no tecido da narrativa (as primeiras reflexões)

O dia 17 começou com mais uma aula sobre Figurino Cênico. Os alunos da 603 se dividiam em grupos, para fazer a mesma atividade que foi repassada para as outras turmas. O resultado da sala foi parecido com os das turmas anteriores, exceto pelo desenho criado por um dos alunos.

O comando que passei foi o mesmo, eles deveriam criar roupas para antagonistas. Entretanto, um dos alunos desenhou um personagem que se assemelhava ao atual presidente do Brasil em diversos aspectos.

Fig. 04 – Fonte: Desenho feito por um aluno da turma 603
Fig. 04 – Fonte: Desenho feito por um aluno da turma 603

A princípio, minha primeira reação foi o choque. Por não ter mencionado explicitamente os aspectos políticos que um figurino pode carregar, a arte produzida por aquele aluno me intrigou a ponto de muitos questionamentos (que estavam sem respostas, até então) surgirem em mente.

Afinal, o que leva uma criança a relacionar o presidente ao arquétipo do vilão? Complementando, será que aquele aluno compreende a ligação existente entre arte e política?

Dialogando sobre isso com minha supervisora, algumas hipóteses que respondam a primeira questão foram sugeridas. Ao analisar o episódio sob o ponto de vista sociointeracionista, é necessário recordar o princípio que rege a abordagem. De acordo com a teoria elaborada por Vygotsky, a aprendizagem de uma criança é desenvolvida a partir das interações com o meio social no qual ela está inserida.

E por "aprendizagem", refiro-me, inclusive, ao entendimento de situações políticas. Como retratado em parágrafos anteriores, a escola é um meio de convívio onde o aluno troca conhecimentos. Porém, antes do ambiente escolar, o primeiro contexto onde ele recebe informações (e as repete) é o familiar.

Embora eu tenha argumentado que alunos pré-adolescentes também possuem suas vontades e sua individualidade, é imprescindível relembrar que suas personalidades estão em constante aprimoramento. Ainda sim, a independência total do discente enquanto indivíduo é apenas uma meta, tendo em vista que o ciclo social familiar ainda possui uma influência massiva nas decisões e raciocínios da criança.

Quando o tópico da família colide com assuntos como educação e política, encontra-se um modelo de estrutura parental que, querendo ou não, acaba encarregando a criança de transmitir seus juízos de valor para outras pessoas. Tal modelo é popularmente conhecido como família tradicional brasileira (ou família em conserva, desde o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026).

Os valores que perpetuam no discurso dos adultos inseridos em uma família tradicional brasileira remetem ao conservadorismo, com uma forte base em aspectos religiosos e supostamente tradicionais. Boa parte dos integrantes dessa estrutura social acreditam em uma educação rígida quando se trata de criação de filhos. Deste modo, o filho é privado de ter suas opiniões e crenças… a menos que elas harmonizem com o que é ensinado (e esperado!) pelos pais.

Freire (1987) destaca o quão opressora uma educação pode ser onde há hierarquias para o desenvolvimento de um indivíduo.

Por isto é que o poder dos opressores, quando se pretende amenizar ante a debilidade dos oprimidos, não apenas quase sempre se expressa em falsa generosidade, como jamais a ultrapassa. Os opressores, falsamente generosos, têm necessidade, para que a sua "generosidade" continue tendo oportunidade de realizar-se, da permanência da injustiça. (FREIRE, 1987. p.17)

Portanto, para àqueles que estabilizam seu poder por meio da opressão, todo e qualquer mecanismo libertador soa repulsivo. Se torna algo no qual deve-se combater, ou, na "pior" das hipóteses, a libertação do oprimido pode despertar seu pensamento crítico.

É devido a esse raciocínio que, dentro de lares conservadores, a repetição é mais encorajada que a autonomia, o direito de conhecer e explorar outras maneiras de pensar a realidade atual. Quando a postura dos pais é tida como autoritária (ou violenta), a criança aprende rapidamente que não há espaço para o que ela acredita ser o correto.

A partir da culpa e do medo de decepcionar as figuras que são vistas como exemplo, entende-se que apenas escutar e repetir é o necessário. Repetir até que se torne real, transmissível até mesmo naquilo que a criança pode criar (e recriar).

Logo, se a criança em um estágio de evolução de suas crenças e valores ouve seus pais atribuírem o conceito de maldade e egocentrismo ao atual presidente, ela não questiona o porquê. Sua casa é o meio primordial de contato com a sociedade. O convívio é pautado pela rigidez sob pretexto de conservar "bons princípios". Dentro da escola, no convívio com seus professores e colegas, é essa a mensagem que a criança passará.

Outra hipótese pensada para compreender a razão por trás do desenho envolve as redes sociais e o que o algoritmo recomenda. Para isso, argumento que, nos dias atuais, as mídias possuem uma influência massiva em como uma pessoa manifesta suas visões políticas. A teoria se constrói com base nos elementos visuais e verbais escolhidos pelo discente para serem retratados.

Vivemos em uma época onde as informações são transmitidas rapidamente. Vídeos curtos, pesquisas e conteúdos feitos com o uso de inteligência artificial, piadas disseminadas em até 15 segundos. E para os opositores do atual governo, não há nada mais apelativo que os conteúdos que eles produzem para ironizar. O riso, de certa forma, acaba tornando-se uma ferramenta de manutenção do poder e, se não há um aprofundamento no pensamento crítico de quem recebe os discursos, é fácil para que a pessoa se encante pelo que está vendo.

Máquina de costura (ou onde os pontos se relacionam).

Antes de dissertar sobre o humor como obtenção de influência, creio que é necessário contextualizar sobre quem o cria. Entre os opositores ao governo Lula, surge um grupo que se destaca: os chamados cidadãos de bem. Este grupo denomina-se assim por acreditar que estão "combatendo o mal do mundo moderno". Inclusive, é válido reparar no uso constante de dicotomias. Tanto nos conceitos e frases destilados por esse grupo, quanto nas imagens e estética que eles utilizam para atribuir um bom valor ao coletivo.

Historicamente, a dualidade entre o bem e o mal já era explorada pelo ser humano. Basta analisar, por exemplo, o conceito de céu e inferno, referenciado no cristianismo. O inferno é descrito como um lugar destinado aos pecadores, onde o sofrimento é eternizado. O diabo, rei do local, é visto como o arquétipo da crueldade em seu mais puro estado. A perversão em forma de criatura. Tendo, então, um ambiente e um anfitrião que simboliza a maldade, as figuras passam a ser utilizadas como ameaça. A culpa passa a ser utilizada como recurso para a preservação dos bons princípios, que são repassados de geração para geração. Nota-se, então, a relação intrínseca entre a culpa e o poder. O opressor se alimenta do sofrimento e utiliza da angústia do oprimido para lhe ditar no quê se deve acreditar.

Tendo em vista os fatos mencionados, é perceptível a relação clara entre os cidadãos de bem, a religião e a família. Agora, como estes três elementos dialogam com a questão do algoritmo? A resposta para isso é simples: através da alienação.

A criação do humor e das mensagens sustentadas pelos cidadãos de bem perpassa por dois fatores: a distorção de um discurso e a produção de um imaginário, baseando-se nas falas e ideias que, anteriormente, foram distorcidas. Na etapa de distorção, a manipulação do discurso se assemelha à brincadeira de telefone sem fio, onde uma frase simples, à medida em que se espalha, se transforma em um absurdo. Com o absurdo pronto, passamos para a segunda parte: a metamorfose do discurso, onde a premissa se torna imagética. É aqui que entra a parte do imaginário e, então, retorno ao caso do desenho. Na arte produzida pelo discente, o político vilanesco segura uma picanha e uma cachaça.

É comum passear pela internet e ver imagens (ou pequenos vídeos) que relacionam o presidente à uma peça de picanha, especialmente se ele estiver a segurando como um troféu, como se somente ele merecesse usufruir daquele alimento caro. Neste caso, a carne surge de um discurso interpretado de maneira literal, onde o presidente afirma que "em seu governo, todos os brasileiros poderão comer picanha".

A "picanha" se refere ao padrão de qualidade de vida dos brasileiros, que poderia retornar a ser estável e confortável. Entretanto, cabe relembrar que vivemos em um sistema capitalista, que se beneficia por meio da exaustão do trabalhador. A exaustão percorre seus corpos e mentes, levando ao desgaste e à descrença em um futuro melhor. E é por estar exausta que uma parte da população brasileira engaja nas falácias e no humor arquitetado pelos opositores. Com a repercussão dos princípios estando solidificada, o imaginário de um presidente "ladrão" acaba chegando para as famílias e, então, atinge seus filhos. Além disso, é importante considerar que a educação brasileira desvaloriza disciplinas que incentivam o pensamento crítico do aluno.

Componentes como Artes, Sociologia e Filosofia ocupam apenas uma pequena parte do horário escolar, o que insinua que não há espaço para a reflexão. Não há local que abrigue o pensar. Segundo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a disciplina de Artes deve contribuir para articular dimensões importantes do conhecimento, como criação, crítica, expressão e reflexão.

No entanto, surge a provocação: como a crítica e a reflexão serão estimuladas se não há tempo, nem incentivo para que os alunos desenvolvam sua individualidade? Como provocá-los a articular suas reflexões em meio a tempos de alienação?

Considerações finais

Diante da experiência e reflexões relatadas, acredito que se deve, mais do que nunca, ensinar sobre a relação entre a Arte e o senso crítico. O episódio ocorrido em sala de aula me motivou a continuar pesquisando maneiras de trabalhar assuntos e atividades para que os alunos expressem suas visões de mundo.

Acredito que a vivência das aulas-oficinas acrescentou conhecimentos práticos na minha trajetória no ofício de professora. É inegável que ainda há muito o que aprender e experienciar, e pretendo conhecer cada vez mais. Enquanto futura docente, penso em incentivar meus alunos a entenderem seus princípios e a subjetividade que mora neles. De pouco em pouco, sinto que algo bonito pode ser construído.

Março de 2026

[1] Graduanda de Licenciatura em Teatro, bolsista PIBID. Artista cênica e visual.

Referências Bibliográficas:

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

DUBATTI, Jorge. Teatro, convívio e tecnovívio in Da cena contemporânea. Porto Alegre, RS: ABRACE – Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas, 2012.

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